quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ausência de uma mãe

Hoje acordei pensando em como deve ser a ausência de uma mãe. Não vou mentir dizendo que sei o que é isso, pois minha mãe ainda está aqui ao meu lado, mas sinto que nada pode substituir o que ela representa em nossas vidas. Ser mãe significa ter o filho em primeiro lugar, antes mesmo dela. Uma mãe deixa de comer para alimentar seu filho e o protege sempre que pode e quando não pode também. O filho sente isso, pois apenas por saber que ela existe, sente que está seguro e vive melhor. Deve ser triste perder uma mãe, mas talvez mais triste ainda seja perder um filho. Quem é mãe, sabe. Por isso, se isso servir de consolo, a mãe ausente, nunca deixará sua cria, mesmo que observe e proteja seu filho de outro plano, pois pra ela nada é mais importante e nunca será.
Vou deixar um poema que fiz há um tempo atrás quando minha mãe morou no Japão por dois anos. Senti sua falta. É também uma pequena homenagem a uma mãe muito querida, minha sogra, Maria Aparecida, que faz aniversário hoje e que faz muita falta pros seus filhos...



Mesmo assim

Mesmo do outro lado,
Sei do amor que sinto
E da saudade que vem
Quando penso em você.

Mesmo tão distante,
Sinto o carinho que tem
Lendo nas cartas que escreve
E nas lágrimas que, às vezes, caem.

Mesmo sem perceber,
Sigo seus conselhos
E penso no que você diria
Em todas as decisões que tomo.

Mesmo sabendo
Que esse tempo não é tanto,
Queria seu colo agora
E sinto sua falta, sempre.

9 comentários:

i-a-r-o-c-k-a disse...

Fiquei pensando o que diria a nossa mãe sobre este post?

Luana disse...

Que tal mostrar pra ela?

Eu e Eu mesma disse...

oi Lu obrigada por lembrar da minha mãe tb em seu blog com certeza ela esta fazendo mta falat hj mais que nunca chorei mto ao ler seu post hj bom imagina como esta sendo o dia pra mim sobre ausencia de mãe é a pior dor do mundo por isso eu falo pra quem tem sua mãe curta ao maximo pq depois pode ser trde demais é uma dor que parece não ter fim dizem que com o tempo vai diminuindo mentira a dor da saudade so faz aumentar bom é isso lu um grande bju e PARABENS PRA NOSSA CIDOCA QUE ELA ESTEJA COM DEUS

i-a-r-o-c-k-a disse...

Lu, bote aí um link para o meu bloguinho: www.chubdubablog.blogspot.com

Bejin!

fénix renascida disse...

Acabei de chegar a este blog.
Sou uma mãe portuguesa que foi separada, por ordem judicial, da filha mais velha, de uma anterior relação (ela vive com o pai e a família paterna). Isto porque apanhei um juíz que era claramente defensor da "igualdade entre progenitores", ou coisa assim.
Esse juíz considerou um capricho a vontade expressa da minha filha de ficar comigo!!!
Mas apesar de separadas, consegui estreitar a minha relação com ela (tenho-a comigo nas férias). Atrevo-me a dizer que está mais próxima de mim do que do resto da família!

fénix renascida disse...

Fiz circular aqui em Portugal esta petição, que já conseguiu ultrapassar o número de assinaturas da petição a favor da "igualdade":

PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!



Destinatário: Assembleia da República



"As piores coisas são sempre feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde



É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.

Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.

Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza.Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.


Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?

Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.


Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.


É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.


Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.

fénix renascida disse...

É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.

Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.

Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental".


Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?

Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.

Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.


Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.

Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.

Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!

Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).

Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!

Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.


Sigamos as leis naturais.


O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.

É isso que importa.


No superior interesse da criança!










Os signatários

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

fénix renascida disse...

Tenho outras duas petições:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300 (para que o Estado Português apoie -financeiramente, e não só- todas as mães que queiram ficar em casa a cuidar dos filhos, nos seus primeiros anos de vida).

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134 (pelos deficientes).
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Obviamente, estas petições destinam-se aos portugueses, dentro e fora do país. Mas o assunto também interessa a outras mães. Também elas podem protestar, fazendo uma petição no seu país!

Sugiro a leitura da entrevista a Martin Dufresne: EM NOME DOS FILHOS, OU "O RETORNO DA LEI DO PAI!"

Um abraço:)

fénix renascida disse...

Já agora convido-vos a visitar o meu blog FILHO PARIDO NA DOR, FILHO CRIADO COM AMOR! (e ou meus outros dois blogs).
Tenho um grupo no facebook e outro no hi5 (no hi5 até tenho uns quantos grupos, mas este será certamente o que mais vos interessa), sob o mesmo nome, ou seja, o indicado em cima (FILHO...).
Bjs:)